
"Quanto custa lançar uma música?" é uma das perguntas que mais ouvimos. A resposta honesta é: depende do que você chama de lançar. Subir a faixa nas plataformas é barato. Fazer ela ser ouvida é onde está o investimento.
Por isso vale separar o orçamento em duas partes: fazer a música e fazer a música chegar.
Parte 1: fazer a música
- Produção e gravação: arranjo, gravação, mixagem e masterização. Costuma ser o
- maior gasto.
- Capa: a primeira coisa que o ouvinte vê no Spotify e no feed.
- Distribuição: há distribuidoras com plano gratuito e outras com anuidade ou taxa por
- lançamento. Compare o que cada uma oferece de pitching e de relatórios.
Parte 2: fazer a música chegar
- Conteúdo para as redes: Reels, teasers e bastidores. Com planejamento, dá para
- gravar no celular.
- Clipe ou visualizer: opcional no começo. Um visualizer bem feito já resolve o YouTube.
- Anúncios: Meta, TikTok e YouTube Ads. Dá para começar com pouco, desde que no
- vídeo certo.
- Planejamento e estratégia: quem decide o que sai, quando e para quem. É o item que
- mais muda o resultado e o que mais gente pula.
Onde gastar primeiro
Se o orçamento é curto, siga esta ordem:
- Áudio bem feito. Nenhuma divulgação salva uma música mal mixada.
- Capa profissional. Ela aparece em todo lugar e diz quem você é antes do play.
- Planejamento. Um calendário de 21 dias vale mais que um anúncio sem direção.
- Anúncio no vídeo que já funcionou. Só depois que o orgânico mostrar o caminho.
Onde não gastar
- Seguidores ou plays comprados: derrubam o alcance e podem tirar a música das
- plataformas.
- Impulsionar o primeiro post sem saber se ele funciona.
- Clipe caro no primeiro single, sem público para assistir.
Resumo
Lançar profissionalmente não é gastar muito. É gastar na ordem certa: som, capa, plano e, por último, mídia no que já provou que funciona.
